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Mais de 1,3 mil pessoas já formalizaram, de forma eletrônica, o desejo de doar órgãos em Goiás. Os dados são da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO), plataforma criada pelos Cartórios de Notas há dois anos e regulamentada nacionalmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Segundo o presidente do Colégio Notarial do Brasil Seção Goiás (CNB/GO), Alex Valadares, os números demonstram o avanço da conscientização sobre a importância da doação de órgãos e da utilização de ferramentas digitais para formalização da vontade do cidadão. Ele destaca que a AEDO amplia o acesso da população ao registro oficial de doadores e fortalece o sistema nacional de transplantes.

“A AEDO aproxima a sociedade de um gesto de extrema solidariedade e transforma a vontade do cidadão em um ato formal, seguro e acessível. Os Cartórios de Notas têm orgulho de contribuir para uma iniciativa que fortalece a conscientização sobre a doação de órgãos e pode ajudar a salvar milhares de vidas em todo o país”, afirma.

760 pessoas esperam por transplantes

Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 760 pessoas aguardam atualmente por transplante em Goiás. Apenas em 2026, mais de 3 mil transplantes já foram realizados no Brasil. Entre os procedimentos mais frequentes estão os de rim e fígado.

A AEDO foi desenvolvida pelo Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), por meio da plataforma e-Notariado, e regulamentada nacionalmente pelo CNJ. O sistema permite que qualquer cidadão registre oficialmente a intenção de doar órgãos de forma digital.

Além da expansão da plataforma, iniciativas legislativas também passaram a incentivar a adesão ao sistema. No Paraná, por exemplo, a Lei nº 22.618/2025 passou a garantir benefícios, como meia-entrada em eventos culturais e esportivos, para doadores cadastrados na AEDO.

Como funciona

O procedimento é realizado integralmente pela plataforma e-Notariado. O interessado acessa o portal oficial da AEDO, solicita gratuitamente um Certificado Digital Notarizado, participa de videoconferência com um tabelião de notas e assina eletronicamente o documento indicando quais órgãos deseja doar.

Após a conclusão, a autorização passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos e pode ser consultada por profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes. O documento pode ser revogado a qualquer momento pelo cidadão.

Fonte: Rota Jurídica

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